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Existe um sentido católico para a dor

24/08/2017

Você em algum momento da vida já deve ter ouvido: “Não tem necessidade de uma imagem de Jesus na cruz todo ensanguentado, muito exagero”.

Se não é possível ficar imune à dor, porque não aceitar uma imagem que nos faça lembrar a vitória de Jesus sobre o pecado?

Vivemos cercados por aflições, incertezas, brigas e males. Mesmo na busca incessante do desenvolvimento espiritual na luta contra as batalhas, seria possível sermos quem somos sem o sacrifício, sem a superação das dores?

A palavra nos ensina que mesmo cercado do melhor que Deus podia proporcionar, o homem depois do pecado original teve orgulho e soberba, preferiu a dor, porque fez a sua vontade sem pensar na consequência que isso iria causar na humanidade. Olhar para a Cruz de Cristo, principalmente aquelas que buscam retratar as suas chagas com mais exatidão é ter talvez um momento de infinita compaixão e piedade.

Pelo avanço da tecnologia hoje podemos contar com muitos avanços da nossa ciência. O que antes não passava de sonho, hoje é realidade. O que dizer do transplante de órgãos e do avanço das células tronco?  A dor é algo hoje que com certeza está com seus dias contados.

No entanto, nos ensina o catecismo “A enfermidade e o sofrimento”, sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida humana. Nesse sentido as dificuldades é o melhor purificador de nossas almas, já que o sacramento da confissão nos ajuda a alcançar a misericórdia e o perdão divino.

O Livro de Jó 1,8 retrata com riqueza o que é necessário para também alcançar a temperança: Tendo Satanás se apresentado ao Todo poderoso e o senhor constatando as suas virtudes. O altíssimo autoriza que o demônio testasse na sua fé Jó como quisesse, fazendo apenas essa ressalva: Poupa-lhes apenas a vida (Jó 2,6). Em consequência ele perdeu seus dez filhos, todas as suas propriedades e animais. Adquiriu uma lepra maligna, desde a planta dos pés até o alto da cabeça (Jó 2,7).

Nesta situação tão dolorosa. Jó sentou-se sobre cinza e raspou com um caco de telha suas múltiplas feridas. Foi enxovalhado pelos amigos, que atribuíram seu infortúnio como um castigo. Julgando seu sofrimento por não estar seguindo os mandamentos. Até mesmo a sua esposa ao invés de acolhê-lo, tomou partido contra ele. Completamente isolado, sentia-se abandonado por Deus, sem saber qual era o motivo. “Meus dias […] se consomem sem esperança” (Jó 7, 3-4.6).

Apesar de tudo Jó não se desesperou, mas se abriu a um único consolo: Deus! Se ele invocou o Senhor porque nós muitas vezes tendemos esquecer o que era pra ser impossível.?

Somos convidados a aceitar a dor como uma necessidade e a compreendê-la como um elemento fundamental para o equilíbrio da alma. Num intuito de não mais se apegar a pudores e criaturas, mas sim a chegar à plena união com Deus.

Não cedamos à má tristeza, aquela que produz o desânimo e afunda nos males espirituais. Mantenhamos na alma a determinação de cumprir a vontade de Deus para alcançar a paz divina. Aprendamos com a Mãe dolorosa, que até o fim manteve-se firme aos pés da cruz e a vontade de Deus.

Peçamos a Deus com intercessão da santa Virgem Maria a graça de não mais crucificar Jesus com os nossos pecados e a alcançar a temperança necessária para a vida divina, com méritos acumulados pelos nossos sofrimentos, sejamos firmes até o fim! A CRUZ SAGRADA SEJA NOSSA LUZ, NÃO SEJA O DRAGÃO NOSSO GUIA.

Shelly Alves

Missionária da Missão Enchei-vos

 

 



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